"*RÁDIO SOTELO*"

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013


A última sedução e o fim de satanás


Lúcifer queria ocupar o Céu, a morada de Deus. Queria exaltar o seu trono acima das estrelas de Deus,o seu desejo era governar todos os seres angelicais


Quando, porém, se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão e sairá a seduzir as nações que há nos quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, a fim de reuni-las para a peleja. O número dessas é como a areia do mar.
Marcharam, então, pela superfície da terra e sitiaram o acampamento dos santos e a cidade querida; desceu, porém, fogo do céu e os consumiu. O diabo, o sedutor deles, foi lançado para dentro do lago de fogo e enxofre, onde já se encontram não só a besta como também o falso profeta; e serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos.” Apocalipse 20.7-10
O texto mostra que após os mil anos, Satanás será solto da sua prisão, pois “...é necessário que ele seja solto pouco tempo” (Apocalipse 20.3). Pode parecer estranho que o arqui-inimigo de Deus e da humanidade seja solto da sua prisão, mas isto tem de acontecer, conforme escreveu o apóstolo João.
Quer dizer que a soltura de Satanás por pouco tempo se deve ao fato de ser absolutamente necessário! Não é uma opção de Deus, ou mesmo uma escolha, mas uma necessidade!
Isto talvez soe mal aos nossos ouvidos, porém nos referimos a uma necessidade do exercício da justiça divina. Notemos que ele foi solto, e não que se soltou. O que significa dizer que Deus lhe reservou este pouco tempo de liberdade porque Ele tinha, e tem, os Seus propósitos já determinados.
Quanto à existência de várias interpretações de Gogue e Magogue, optamos por aquela que os identifica como sendo habitantes do mundo das trevas, isto é, anjos caídos, que não guardaram o seu estado original. Aqueles que estão sob trevas e algemados justamente para o juízo desse grande dia. Assim diz Judas, servo do Senhor Jesus e irmão de Tiago, não o Iscariotes: “e a anjos, os que não guardaram o seu estado original, mas abandonaram o seu próprio domicílio, ele tem guardado sob trevas, em algemas eternas, para o juízo do grande Dia” (Judas 1.6).
Os nomes Gogue e Magogue não devem ser confundidos com os de Ezequiel, pois ali estes nomes são utilizados como coletivos de povos rebeldes, que penetram em Israel desde o Norte.
Os rabinos antigos juntaram os nomes Gogue e Magogue, utilizando-os como nomes de povos. Eles se tornaram “uma expressão dupla de exércitos tenebrosos, inimigos de Deus”.
O texto sagrado diz: “e sairá a seduzir as nações que há nos quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, a fim de reuni-las para a peleja. O número dessas é como a areia do mar” (Apocalipse 20.8).
Costuma-se usar a expressão “como a areia do mar” para se definir uma multidão incalculável, o que é mais uma razão para não crermos serem estas nações constituídas de pessoas físicas.
Até porque se isto fosse verdadeiro o Reino milenar do nosso Senhor Jesus seria um grande fracasso. Mas não! Estas nações são espíritos demoníacos, os quais se juntam a Satanás para tentarem fazer frente ao Senhor! Depois de terem eles se unido, o apóstolo tem a seguinte visão:
“Marcharam, então, pela superfície da terra e sitiaram o acampamento dos santos e a cidade querida; desceu, porém, fogo do céu e os consumiu. O diabo, o sedutor deles, foi lançado para dentro do lago de fogo e enxofre, onde já se encontram não só a besta como também o falso profeta; e serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos.” Apocalipse 20.9,10
Muitas vezes nos perguntam por que Deus permite que Satanás esteja livre neste mundo, destruindo tantas vidas. A verdade é que Deus criou os seres humanos dotados de livre-arbítrio, ou seja, fomos criados com vontade própria, com direito de escolhermos o nosso próprio destino.
E como poderíamos ter o direito de escolha se houvesse apenas uma opção? Então Deus permitiu que houvesse o mal. É lógico que Ele não criou o mal, já que Ele é a Fonte do bem.
Mas se Deus não criou o mal, como, então, ele surgiu? O mal surgiu de um sentimento de orgulho, que logo deu origem à cobiça. Lúcifer era um anjo cheio de luz, e o primeiro dentre todos os demais. O profeta Ezequiel dá a seguinte informação a respeito dele:
“Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; permanecias no monte santo de Deus, no brilho das pedras andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniquidade em ti.”. Ezequiel 28.14,15
Esta iniquidade achada nele foi o orgulho, pois ele dizia no seu coração: “...Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo” (Isaías 14.13,14).
Ora, podemos concluir que Lúcifer queria ocupar o Céu, a morada de Deus. Queria exaltar o seu trono acima das estrelas de Deus, isto é, o seu desejo era governar todos os seres angelicais.
Queria também a glória que pertencia somente a Deus, e, finalmente, o seu objetivo total era ser semelhante ao Altíssimo. Com a sua queda, o seu nome passou a ser Satanás ou diabo.
O apóstolo Paulo, orientando Timóteo, disse: “não seja neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo” (1 Timóteo 3.6). Uma pessoa neófita é uma nova convertida. Ora, quando essa pessoa é colocada numa posição de liderança, não tendo ainda uma fé sólida, é muito provável que venha a cair na condenação do orgulho.
Não cremos que Lúcifer tenha sido colocado em uma posição de destaque sem condições, mas sim que diante da sua grandeza em relação aos demais anjos deixou-se corromper pelo orgulho.
E isto foi o suficiente para que nascesse o mal. Infelizmente temos presenciado a repetição deste fato nos dias de hoje. Pessoas que outrora eram humildes, mas que em razão de um mínimo de autoridade recebida, acabam se deixando levar pelo orgulho ou o sentimento de autossuficiência.
E o fim de todos os que se deixam levar pelo capricho do orgulho é a humilhação e o tormento eterno. É interessante observarmos que o lago de fogo e enxofre é um lugar de tormento eterno, dia e noite sem cessar.
Significa que todos os que ali forem lançados jamais terão descanso ou mesmo alívio por um momento sequer! Foge à nossa capacidade de compreensão o grau de dor ou sofrimento que ali vai se operar.
Se até a própria morte e o inferno serão ali lançados, pode-se ter apenas uma vaga ideia do que significa tormento pelos séculos dos séculos.