"*RÁDIO SOTELO*"

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013


A glória da nova Jerusalém



"Então, veio um dos sete anjos que têm as sete taças cheias dos últimos sete flagelos e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a noiva, a esposa do Cordeiro; e me transportou, em espírito, até a uma grande e elevada montanha e me mostrou a santa cidade, Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, a qual tem a glória de Deus. O seu fulgor era semelhante a uma pedra preciosíssima, como pedra de jaspe cristalina.
Tinha grande e alta muralha, doze portas, e, junto às portas, doze anjos, e, sobre elas, nomes inscritos, que são os nomes das doze tribos dos filhos de Israel. Três portas se achavam a leste, três, ao norte, três, ao sul, e três, a oeste. A muralha da cidade tinha doze fundamentos, e estavam sobre estes os doze nomes dos doze apóstolos do Cordeiro.
Aquele que falava comigo tinha por medida uma vara de ouro para medir a cidade, as suas portas e a sua muralha. A cidade é quadrangular, de comprimento e largura iguais. E mediu a cidade com a vara até doze mil estádios. O seu comprimento, largura e altura são iguais. Mediu também a sua muralha, cento e quarenta e quatro côvados, medida de homem, isto é, de anjo.
A estrutura da muralha é de jaspe; também a cidade é de ouro puro, semelhante a vidro límpido. Os fundamentos da muralha da cidade estão adornados de toda espécie de pedras preciosas. O primeiro fundamento é de jaspe; o segundo, de safira; o terceiro, de calcedônia; o quarto, de esmeralda; o quinto, de sardônio; o sexto, de sárdio; o sétimo, de crisólito; o oitavo, de berilo; o nono, de topázio; o décimo, de crisópraso; o undécimo, de jacinto; e o duodécimo, de ametista.
As doze portas são doze pérolas, e cada uma dessas portas, de uma só pérola. A praça da cidade é de ouro puro, como vidro transparente. Nela, não vi santuário, porque o seu santuário é o Senhor, o Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro. A cidade não precisa nem do sol, nem da lua, para lhe darem claridade, pois a glória de Deus a iluminou, e o Cordeiro é a sua lâmpada.
As nações andarão mediante a sua luz, e os reis da terra lhe trazem a sua glória. As suas portas nunca jamais se fecharão de dia, porque, nela, não haverá noite. E lhe trarão a glória e a honra das nações. Nela, nunca jamais penetrará coisa alguma contaminada, nem o que pratica abominação e mentira, mas somente os inscritos no Livro da Vida do Cordeiro." Apocalipse 21.9-27
"Então, me mostrou o rio da água da vida, brilhante como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro. No meio da sua praça, de uma e outra margem do rio, está a árvore da vida, que produz doze frutos, dando o seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a cura dos povos.
Nunca mais haverá qualquer maldição. Nela, estará o trono de Deus e do Cordeiro. Os seus servos o servirão, contemplarão a sua face, e na sua fronte está o nome dele. Então, já não haverá noite, nem precisam eles de luz de candeia, nem da luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos séculos." Apocalipse 22.1-5
O que logo nos chama a atenção é que o anjo se refere à noiva como a esposa do Cordeiro e como a "santa cidade". E isto se deve ao fato de seus habitantes serem os santos, pois sem eles a cidade não seria a esposa do Cordeiro.
O apóstolo Paulo, exortando os cristãos em Éfeso, cita este fato, dizendo: "edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular" (Efésios 2.20). Já o apóstolo Pedro diz: "também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo" (1 Pedro 2.5).
Mesmo que se refira ao templo espiritual, ainda assim devemos lembrar que o Templo construído por Salomão era o coração da Jerusalém terrena e representava a glória do Altíssimo; por isso se acentua que a Nova Jerusalém não tem templo "...porque o seu santuário é o Senhor, o Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro" (Apocalipse 21.22).
Aqui trata-se de Deus mesmo e do resplendor da Sua glória: "A cidade não precisa nem do sol, nem da lua, para lhe darem claridade, pois a glória de Deus a iluminou, e o Cordeiro é a sua lâmpada" (Apocalipse 21.23).
Se considerarmos, literalmente, as dimensões desta cidade, teremos um gigantesco satélite no céu, em forma de cubo. O comprimento, a largura e a altura são iguais e cada um mede dois mil e trezentos quilômetros.
Está cercada por muralhas de setenta e cinco metros de altura. Mesmo assim, apesar das dimensões gigantescas da Nova Jerusalém, do ponto de vista literal, não cremos que haja nela limitações de espaço, pois as medidas da cidade não devem significar limites.
Deus não tem limites. Ele é eterno e infinito em Seu Ser. Na Nova Jerusalém não existe limite de tempo nem de espaço, pois os limites são espirituais. Toda a cidade é inundada por uma maravilhosa luz indescritível: "...pois a glória de Deus a iluminou, e o Cordeiro é a sua lâmpada" (Apocalipse 21.23).
Deus é mesmo glorioso e a Sua Palavra é verdadeira! O Senhor Jesus, que entre nós foi tão humilhado, tão desprezado, tão rejeitado, e que pelos nossos pecados teve até o Seu rosto desfigurado, agora é a maior glória na Nova Jerusalém! Ele é o cerne do Ser de Deus! Vejamos mais:
"e me transportou, em espírito, até a uma grande e elevada montanha e me mostrou a santa cidade, Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, a qual tem a glória de Deus. O seu fulgor era semelhante a uma pedra preciosíssima, como pedra de jaspe cristalina. Tinha grande e alta muralha, doze portas, e, junto às portas, doze anjos, e, sobre elas, nomes inscritos, que são os nomes das doze tribos dos filhos de Israel." Apocalipse 21.10-12
A pedra angular, a muralha e o fundamento da cidade mostram que deixará, então, de existir qualquer divisão entre o Senhor Jesus, Israel e a Igreja. A muralha alta forma a protetora separação para tudo o que é impuro.
E esta muralha é Israel. Do lado de fora da muralha, ela é a cabeça das nações, porquanto está escrito: "O Senhor te porá por cabeça e não por cauda..." (Deuteronômio 28.13). Mas do lado de dentro ela nasceu de novo, pois está abrigada em Deus.
A cidade celestial tem doze portas de pérolas, representando as doze tribos de Israel. Israel tem, portanto, na Jerusalém celestial, por um lado uma função de exclusão, e por outro lado uma função de levar a salvação – da mesma maneira que é aqui na Terra.
Ou uma pessoa ou um povo é julgado por Israel e excluído da salvação de Deus, ou Israel é a porta para a glória, pois está escrito: "... a salvação vem dos judeus" (João 4.22).